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Fisioterapia

Fisiologia do Exercício

A importância da fisiologia do exercício para as profissões da saúde e do esporte

Autor(a): Juliano Schwartz

          O Documento da Organização Mundial de Saúde em conjunto com a Federação Internacional de Medicina do Esporte (WHO/FIMS, 1995), aponta que o estilo de vida sedentário, em que não se pratica ao menos 30 minutos de exercício físico por dia, é o principal fator predisponente para prejuízos à saúde. Tal afirmação é corroborada por achados mais recentes, indicando que este cenário se mantém ainda nos dias atuais (Müller-Riemenschneider, Reinhold e Willich, 2009).

         Estudos epidemiológicos mostraram que o baixo nível de condicionamento físico contribui para o aparecimento prematuro de doenças cardiovasculares e sua progressão, e está associado a um risco dobrado de morte precoce (Blair et al., 1995; Vanhees et al., 2005).

         A redução da atividade física frequentemente é estimulada pela tecnologia e por incentivos econômicos. Visto que a maioria das ocupações sedentárias é mais bem remunerada do que as dependentes de maior esforço físico, e que os constantes avanços tecnológicos reduzem o gasto energético para atividades cotidianas, a inatividade física continua sendo premente questão de saúde pública (Blair, 2009; Haskell et al., 2007).

         Com base no efeito negativo que a baixa aptidão física exerce na saúde, o aprimoramento das variáveis da aptidão física relacionadas à saúde é de suma importância para a prevenção de doenças crônicas e para a manutenção e melhora da qualidade de vida (Häkkinen et al., 2010; Sloan et al., 2009).

         Nesse cenário, destaca-se a importância da Fisiologia do Exercício na formação dos profissionais da saúde e do esporte, que são os responsáveis por orientar e supervisionar a população perante a prática correta do exercício físico, seja este com objetivo preventivo, de alto rendimento ou reabilitatório.

         A Fisiologia do Exercício é o ramo que estuda as respostas e adaptações frente ao exercício físico, sendo respostas os ajustes imediatos e de curto prazo perante a prática de determinada atividade e adaptações as mudanças crônicas decorrentes de exercício específico.

         Nas suas mais amplas aplicações, o exercício físico é responsável pela prevenção de doenças, manutenção do bom estado de saúde e, acima de tudo, da melhor qualidade de vida, sem contar o aprimoramento do desempenho desportivo, quando isto for almejado. E o mais importante, de maneira relativamente fácil e muitas vezes de baixo custo, acessível a todos, sem fazer uso de medicação nem procedimentos cirúrgicos e afins.

         Entretanto, apesar de ser esperado/necessário que estes profissionais da saúde e do esporte saiam da graduação aptos a atuar na avaliação física e prescrição de exercícios físicos para as mais diversas populações, e sob as mais diferentes situações, não é isso que se observa em geral, pois nem todas as instituições de ensino superior ligadas à área das ciências biológicas e da saúde possuem em seu currículo uma disciplina como a fisiologia do exercício e, as que possuem, geralmente oferecem baixa carga horária.

         Assim, é imprescindível a esses profissionais se especializarem em cursos de pós graduação na área, para a adequada atuação no campo da prevenção e tratamento de lesões, nutrição esportiva, treinamento desportivo, reabilitação cardiopulmonar e metabólica, avaliação física e áreas afins.

Quiropraxia

História

As técnicas de manipulação de Alta Velocidade e Baixa Amplitude (HVLAT – high velocity low amplitude technique) são enormemente empregadas no mundo todo, sendo uma das mais antigas intervenções da medicina. Referências médicas antigas datam de 4000 anos atrás, com discussões encontradas em papiros egípcios (papiro de Edwin Smith) e nas esculturas Thai antigas consagradas.

O próprio Hipócrates, considerado o pai da medicina, descreveu a anatomia, a manipulação vertebral, e a redução de deslocamentos e fraturas com técnicas manipulativas, que foram canonizadas nos escritos do médico romano Galeno.

A descoberta da Quiropraxia é datada em 18 de Setembro de 1895, quando foi considerado o primeiro ajuste quiropráxico, realizado por Daniel David Palmer no zelador Harvey Lillard. 

Segundo depoimento publicado por Palmer em 1897, Lillard ficou surdo por 17 anos. Palmer raciocinou e disse que sua deficiência auditiva vinha de uma lesão na coluna e o tratou naquela região. Tal relação, da estrutura influenciar na função, era inédita até então. Em dois tratamentos ele restabeleceu plenamente a audição de Lillard e, com isto, desenvolveu a Quiropraxia, tradução de Chiropractic, palavra que deriva do Grego, onde Chiro = Mão e Practic = prática, em suma, a prática das mãos.  

Psicologia do Esporte

A Psicologia do Esporte na Prática

Autor(a): Carla Di Pierro

         Diversos atletas confirmam a importância do preparo emocional nos momentos de pré-competição e durante a competição, pois relatam ficar ansiosos, desconcentrados e acabam não rendendo o que podiam, ou mesmo não chegam perto daquilo que alcançam nos treinos. Este e outros exemplos comprovam que o treinamento antes encarado apenas sob o ponto de vista físico, é visto hoje como um conjunto de preparações: a preparação física e a preparação mental.

         Mesmo sabendo da necessidade do preparo psicológico ainda restam muitas dúvidas à respeito da Psicologia do Esporte. Afinal, pra que ela serve? Que benefícios ela traz? Como e com o quê o psicológo do esporte trabalha? Será que eu preciso de um psicólogo do esporte ou posso fazer meu treinamento mental sozinho?

         Pra começarmos a responder as indagações acima precisamos explicar que a Psicologia do Esporte é uma ciência que existe há muito tempo. Na década de 80 ainda não existiam estudos controlados que comprovassem sua eficácia, mas foi na década seguinte que foram produzidos inúmeros estudos que deram credibilidade a área e daí em diante a presença de psicólogos do esporte nas equipes multidisciplinares que apoiam atletas tem sido cada vez maior.

         Apesar de ser uma especialidade da Psicologia e, por isso carregar o estigma de lidar com “casos-problemas”, a Psicologia do Esporte trabalha com o comportamento esportivo, e tem o objetivo de potencializar e desenvolver as habilidades psicológicas, cognitivas  e comportamentais como por exemplo:

  • concentração e ansiedade,
  • flexibilidade e capacidade de solução mental,
  • auto-motivação
  • gerenciamento e enfrentamento de estresse

         A maneira como lidamos com cada uma destas habilidades são aprendidas ao longo de nossas experiências de vida, cada indivíduo responde a um mesmo evento de uma maneira singular.

         Assim como as habilidades físicas devem ser praticadas sistematicamente para melhorarmos nossa performance nos treinos, nossas habilidades psicológicas também funcionam assim. Portanto o psicólogo do esporte muitas vezes  trabalha na esfera educativa, ajudando o atleta a  identificar que comportamentos e pensamentos que são eficazes na sua prática e quais comportamentos atrapalham ou deveriam ser aprimorados.

          A partir destes dados constrói junto com o atleta um plano de ação e em seguida utiliza diversas estratégias para modelar, manter e generalizar habilidades esportivas e técnicas específicas como estabelecimento de metas , técnicas de relaxamento, visualização,  auto-falas e análise de jogo.

Maitland

Introdução

Autor(a): Helcio Gongora

          Geoffrey Douglas Maitland nasceu em Adelaide, na Austrália, em 1924. Estudou fisioterapia de 1946 a 1949. Trabalhou no Royal Adelaide Hospital e no Adelaide Children’s Hospital, mostrando especial interesse pelo tratamento de desordens ortopédicas e neurológicas. Após alguns anos, atendia parte do tempo em sua clinica, tornando-se também instrutor clinico, na Escola de Fisioterapia do Instituto de Tecnologia do Sul da Austrália, hoje Universidade do  Sul da Austrália. Continuamente, ele estudava e passava parte do dia, a cada semana, na Biblioteca Barr-Smith e na biblioteca da Escola Médica da Universidade de Adelaide onde aprendeu novas técnicas, por meio de livros de osteopatia, quiropraxia e correção e em livros médicos, como os de Marlin, Jostes, James B. Mennell, John McMillan Mennell, Alan Stoddard, Robert Maigne, Edgar Cyriax, James Cyriax e muitos outros.

         Maitland mostrava grande interesse pelo exame clínico cuidadoso e pelo atendimento a pacientes com desordens neuromusculoesqueléticas. Nessa época, o acesso e o tratamento a pacientes com movimentos passivos específicos estavam em descrédito na prática fisioterápica e seu aprendizado vinha dos livros e da sua prática diária da terapia manual.

         Em 1954 começou o ensino da terapia de manipulação e, como conferencista, enfatizou o exame e a avaliação clínicos, estimulou estudantes a prescrever metas desde o início do tratamento, porque percebeu que ‘há necessidade de levar ao papel as idéias para poder analisar o que se está fazendo”.

         Somente em 1978, junto com outros profissionais da área, Maitland reconheceu que seu trabalho e idéias formaram um conceito específico de pensamento mais do que um método de técnicas de aplicação de manipulação. O Conceito Maitland de Fisioterapia de Manipulação, como ele se tornou conhecido, enfatiza uma maneira específica de pensamento, avaliação e terapia contínuos e a arte da terapia de manipulação (“saber quando, como e que técnicas usar e adaptar a situações para cada paciente”) e um total comprometimento com o paciente.

         Em 1992, foi fundada em Zurzach, na Suiça, a Associação Internacional de Professores do Método Maitland (IMTA), da qual o Dr. Maitland é membro-fundador e presidente de honra.

         Em todos estes anos de conferências e publicações, Maitland continuou tratando pacientes, uma vez que a clínica continuou a ser sua principal fonte de aprendizagem e adaptação de idéias. Ele tratou pacientes por mais de quarenta anos e, embora tenha encerrado esta atividade em 1988, continuou atendendo até 1995.

         Anteriormente, em 1987, Professor Lance Twomey, vice-chanceler, professor de fisioterapia da Universidade de Tecnologia de Curtin, em Perth, na Austrália, ilustrou com maestria o que seria o Método Maitland:

         “Sob meu ponto de vista, a abordagem terapêutica de Maitland difere das outras, não na mecânica da técnica, mas em sua abordagem ao paciente e ao seu problema, em particular. Sua atenção aos detalhes da avaliação, do tratamento e resposta é única na fisioterapia e, acredito, é digna de destaque por alguns detalhes:

  • o desenvolvimento de seus conceitos de abordagem e tratamento;
  • sua insistência em bases idôneas de conhecimento biológico básico;
  • a necessidade de níveis elevados de habilidades;
  • a evolução dos conceitos. Eles não chegam a você completamente desenvolvidos, mas é uma coisa viva, que se desenvolve e expande;
  • a necessidade de uma avaliação e de uma abordagem de exame/tratamento/reexame detalhadas.

         Esta área é digna de uma atenção cuidadosa porque, para mim, é a essência do método de Maitland” (Twomey, 1987).

         James Cyriax, um grande expoente da época, também traduziu com maestria o atendimento de Maitland: “Maitland, um fisioterapeuta da Austrália, empregou deslizamentos repetitivos de menor frequência, utilizando, porém, mais força. Eles não são semelhantes às técnicas de manipulação, que os osteopatas chamam “articulatórias”, nem são tão fortes quanto as pressões quiropráxicas. A grande virtude do trabalho de Maitland é a sua moderação. Ele não divulgou sua técnica de manipulação como se fosse um culto, nem afirmou que haveria efeitos autonômicos ou que eles seriam panacéia. Assim, evocou argumentos teóricos e insistiu, nos efeitos práticos da manipulação (...) O paciente é examinado a intervalos, durante seu tratamento, para impedir que o terapeuta que está realizando a manipulação chegue a um resultado, somente a longo prazo. Ele continua ou altera sua técnica, de acordo com a mudança ou ausência de mudança detectada. Estas mobilizações dão, claramente, ao fisioterapeuta técnicas adicionais às da medicina ortopédica e, mais ainda, fazem uma introdução à elas. Há ganho de confiança com o uso dessas manobras suaves e, se for o caso, há uma melhor resposta... não há mais necessidade de procurar”. (James Cyriax, 1984).

Método McKenzie

Introdução

Autor(a): Daniel M Coelho

          O Método recebeu o nome de seu fundador Robin McKenzie, fisioterapeuta Neo Zelandês nascido em 1931. Graduado em fisioterapia em 1952 começou a desenvolver as bases de seu método em 1956. Estudioso das disfunções da coluna vertebral, defendeu a idéia de que dores desta região podem ter origem de disfunções mecânicas e não necessariamente em doenças ou lesões estruturais.

         Em seu livro “Trate você mesmo a sua coluna”, McKenzie descreve uma descoberta casual que o levaria a uma mudança de raciocínio clínico e o desenvolvimento do presente método. Relata o tratamento de um paciente com dor lombar com irradiação para membro inferior direito até a altura do joelho e déficit de extensão de coluna lombar.

         O tratamento foi realizado por três semanas com calor superficial e profundo, porém sem melhora. Após o paciente posicionar-se de maneira acidental em decúbito ventral sobre uma maca com o encosto elevado por cinco minutos e levantar-se, foi observado melhora em seu quadro álgico, com desaparecimento da dor irradiada para o membro inferior e restabelecimento parcial do movimento de extensão sem forte dor.

         A observação deste fato levou ao raciocínio de que determinadas posturas levariam a uma alteração no quadro clínico do paciente. A migração da dor para central, como o descrito no caso acima, foi definido como “Fenômeno da centralização” e indício de bom prognóstico.

         O processo de centralização é definido como a situação na qual a dor de origem da coluna vertebral com irradiação para lateral e para distal é reduzida e migra para uma área mais central quando determinados movimentos são realizados. Esta definição se aplica para pacientes com lesões no disco intervertebral e os seus resultados são explicados por uma redução na protrusão discal e conseqüente descompressão da raiz nervosa e da dura mater. O fenômeno contrario, denominado de periferilização, pode ocorrer e é definido como o aumento da intensidade ou da área de dor do paciente (Figura 01).

 

Figura 01. Fenômeno de centralização (acima) e periferilização (abaixo) da dor

Mulligan

Introdução

Autor(a): Helcio Gongora

O Neo-Zelandês Brian R. Mulligan formou-se fisioterapeuta em 1954 e obteve o Diploma em Terapia manual em 1974. Porém, desde 1970 ele está envolvido com o ensino da terapia manual. Durante sua longa e prestigiada trajetória no mundo da Terapia Manual, Mulligan foi homenageado diversas vezes e dentre seus títulos destacamos:  Membro Vitalício da New Zealand Manipulative Physiotherapists Association (1988); membro honorário da New Zealand Society of Physiotherapists (1996); fellow da University of Otago (2003); entre outros.

Mulligan descreveu suas primeiras manobras de tratamento em 1985 (MWM) e já em 1987 descreveu as técnicas de PRP (Pain Release Phenomenon). Com o passar dos anos, mais profissionais se interessavam por seus cursos e suas técnicas e, para atender a demanda cada vez mais crescente, ele criou em 1995 sua própria organização internacional, a MCTA: Mulligan’s Concept Teachers Association. Porém, Mulligan publicou seu primeiro livro de técnicas apenas em 1999.

As técnicas de MULLIGAN consistem em mobilizações acessórias (glide) associadas ao movimento ativo do paciente, mundialmente conhecidas como SNAG (do termo original em inglês: sustained natural apophyseal glide) e MWM (mobilization with movement). Os SNAGs são aplicados em coluna vertebral e as MWMs são aplicadas em articulações periféricas como cotovelo, ombro, joelho, tornozelo etc. Durante as técnicas de MULLIGAN o terapeuta efetua uma força manual de deslizamento articular que é aplicada de maneira sustentada (não oscilatória) em uma articulação enquanto um movimento com disfunção (por exemplo: movimento restrito, dor ou contração muscular dolorosa) é realizado pelo paciente. (figura 01).  Obs: para esclarecimento do que é um movimento acessório, ler o material de CONCEITO MAITLAND no próprio site FISIOESPORTE.

A técnica é indicada se, durante a sua aplicação, ela permite que o movimento, antes com disfunção, seja realizado de maneira livre de dor ou de qualquer restrição. A direção da aplicação de força pelo terapeuta (translatória ou rotacional) é tipicamente perpendicular ao plano de movimento ou da ação com disfunção e em alguns casos é paralela ao plano de tratamento.

Segundo Brian Mulligan, falhas posicionais mínimas ocorrem logo após uma lesão ou esforço e causam restrições de movimento e/ou dor. Nem sempre elas são palpáveis ou evidenciadas em exames de imagem, mas quando a mobilização de correção (SNAG ou MWM) é mantida, a função indolor é recuperada e, após várias repetições da técnica, o benefício é duradouro.

Figura 01: Exemplo de MWM: Abdução de ombro com posteriorização de cabeça de úmero.

Figura 02: Exemplo de MWM para extensão de quadril.

Figura 03: exemplo de SNAG cervical.

Trampolim Terapêutico

Introdução

Autor(a): Eduardo Mario Mederdrut

O Trampolim Terapêutico é um recurso da Fisioterapia largamente difundido, que utiliza a cama-elástica como um meio de recuperação e prevenção de diversas desordens.

Esse método, advindo do Trampolim Acrobático (prática esportiva atualmente chamada de Ginástica de Trampolim), foi aprimorado e adaptado com base nos princípios mecânicos e físicos de tal esporte, com o intuito de adequá-lo para a reabilitação de indivíduos lesionados e/ou potencialmente predispostos para tanto. A partir de então, o precursor desta técnica (Eduardo Mário Mederdrut) criou o Método Mederdrut, o qual é fundamentado primordialmente nos efeitos proprioceptivos que o trampolim é capaz de fornecer.

Sucintamente, a propriocepção pode ser definida como a sensação que o indivíduo tem do próprio corpo em relação ao espaço, à sua postura e aos seus movimentos. Para tanto, utiliza um conjunto de sistemas funcionais de regulação que fornece ao indivíduo condições de controle do esquema corporal. O uso do trampolim para a reabilitação de diferentes lesões, especialmente as ortopédicas como um pós-operatório de reconstrução ligamentar, se justifica por trabalhar com a percepção cinestésica, visto que após uma lesão, estruturas/receptores que informam o Sistema Nervoso sobre a angulação e velocidade de movimento são danificados, prejudicando a percepção do segmento lesado em relação ao espaço e a ele mesmo. Para prevenir a movimentação anormal da articulação e o risco de reagudização do quadro, é necessário realizar um trabalho proprioceptivo. Neste momento o trampolim é essencial, uma vez que fornece o feedback necessário para o paciente perceber novamente a posição da articulação, aprender a seqüência correta dos movimentos e a ter reações rápidas de proteção para não haver futuras lesões semelhantes ou não à inicial.

Dentre outros benefícios desta prática, incluem o treino de resistência, força e potência muscular localizada e/ou global (dependendo do objetivo almejado), trabalho multiarticular, desenvolvimento da coordenação e equilíbrio, efeitos cárdio-vasculares de acordo com a repetição e tratamento de distúrbios neurológicos. Além disso, atualmente o trampolim tem sido utilizado em programas de condicionamento físico visando o aprimoramento das capacidades cárdio-respiratórias e musculares, principalmente por ser um método eficaz e uma atividade de baixo impacto, o que beneficia o aparelho locomotor.

Além dos inúmeros benefícios já citados, é uma atividade lúdica e prazerosa. Caso haja interesse, há a possibilidade também da prática esportiva e recreacional com uma especialista da área.

Gyrotonic Exansion System ®

Histórico

Autor(a): Gal Villas-Bôas

         Juliu Horvath – Húngaro criado na Romênia. Quando criança foi ginasta, nadador e remador e aos 20 anos era um dos principais dançarinos de dança clássica do “The Romanian State Opera”. Em 1970, durante uma turnê na Itália, Juliu, desertou e ficou num campo de refugiados por 06 meses. Juliu recebeu asilo político nos E.U.A. e foi  enviado para Nova York onde fez de tudo para sobreviver, desde pintar casas até dançar sobre um carro no Central Park enquanto fazia audição. Foi descoberto pelo New York City Opera e foi contratado. Dançou em várias turnês internacionais com Margot Fountayn, Jackes d’Amboise e Melissa Hayden. Mais tarde atuou como artista convidado do Radio City Music Hall até se tornar o 1o bailarino do Ballet de Houston, quando rompeu o tendão de Aquiles suspendendo subitamente sua carreira. Nesta época Juliu se dedicou todo o seu tempo à prática da Yoga. Em 1977 mudou-se para Saint Thomas, nas Ilhas Virgens, onde construiu uma modesta casa nas montanhas, continuando um estudo intensivo da prática da Yoga. Foi quando ele desenvolveu um sistema que ele denominou de “Yoga para Dançarinos” que hoje é chamado de GYROKINESIS®. Juliu voltou a Nova York em 1980 e começou a ensinar o seu método no Steps on Broadway. Quando conseguiu um bom número de adeptos, abriu o seu White Cloud Studio. Ele sonhava com uma máquina que pudesse ajudar o dançarino a realizar melhor um giro ou pirueta. Este sonho e a energia criativa de Juliu levaram-no a desenvolver o GYROTONIC EXPANSION  SYSTEM®.

         Em 1984, este sonho foi materializado quando construiu o primeiro equipamento do GSX® (DAVIS, R. G.,2005). Hoje, pessoas de todas as idades e todo tipo de vida se beneficiam do seu sistema. Sua luta pessoal, com dores crônicas e contusões, levaram-no ao desenvolvimento do método. Um componenete importante da metodologia é o GYROKINESIS®, que incorpora princípios-chaves de Yoga, dança, ginástica e Tai-Chi.

Crioterapia

Introdução

          Crioterapia significa literalmente, “terapia com frio“. Assim todo e qualquer uso de gelo ou aplicações de frio com fins terapêutico  é crioterapia, em outras palavras, crioterapia é a aplicação terapêutica de qualquer substância ao corpo, resultando numa retirada do calor corporal e, por meio disso, rebaixando a temperatura tecidual.

          Segundo Michlovitz (1996) a crioterapia é administrada de várias maneiras. A escolha do agente a utilizar depende da acessibilidade da parte do corpo a ser tratada e do tamanho da área a ser resfriada. O pé pode ser melhor coberto por um banho de imersão frio, por exemplo, e o joelho por um bolsa fria amarrada ao redor do mesmo. O tratamento do tornozelo e da perna pode ser feito mais eficientemente por bolsas frias do que massagem com gelo.

          Freqüentemente a pele sob o agente resfriador irá ficar vermelha. Isso pode ocorrer por uma das duas razões. Primeiro, o O2 não se dissocia tão livremente da hemoglobina a baixas temperaturas, portanto, o sangue, passando através do sistema venoso, está altamente oxigenado, dando uma cor mais vermelha à pele. Seguindo depois de 10 a 15 min da utilização da crioterapia, ao se mover o estímulo frio, uma "hiperemia" pode ocorrer, trazendo maior quantidade de sangue para o local.

EENM

A História da EENM

Autor(a): Prof. Dr. Jamilson Simões Brasileiro

A EENM no fortalecimento muscular

Breve histórico da EENM no fortalecimento muscular

          O desenvolvimento histórico da Estimulação Elétrica Neuromuscular (EENM) foi caracterizado por um padrão cíclico, alternando entre períodos de grande popularidade e de total desprezo.          Nas últimas décadas, dois fatores precipitaram um interesse renovado sobre os efeitos da EENM em músculos inervados. O primeiro, foi o desenvolvimento de novos tipos de estimuladores, mais versáteis e mais acessíveis para EENM. O segundo fator se refere aos relatórios na metade dos anos 70, sobre a eficácia dos programas de EENM para desenvolver a força em atletas de elite, em indivíduos saudáveis e, por extensão, sua utilidade no tratamento de músculos enfraquecidos (Alon, 1999).

         Em 1976, nos Jogos Olímpicos de Montreal, atletas soviéticos foram observados utilizando EENM associada aos exercícios voluntários como técnica de fortalecimento muscular. No ano seguinte, durante um simpósio sobre aplicações da EENM, o cientista soviético Yakov Kots afirmou que produzia contrações musculares intensas - de 110 a 130% da Contração Voluntária Máxima - sem nenhum desconforto, em atletas de elite. O treinamento de 3 a 4 semanas teria produzido ganhos de força de 30 a 40%, bem como ganhos funcionais. Pesquisadores ocidentais reconheceram rapidamente o potencial de tal técnica e logo iniciaram estudos planejados para comprovar os resultados do pesquisador soviético.

         É bem evidente que as limitações documentais de metodologia, procedimentos e análise estatística, impediram a reprodutibilidade dos trabalhos do Dr. Kots. Embora os estudos ocidentais não tenham confirmado seus achados, eles sustentaram o ponto de vista de que a EENM poderia vir a fortalecer um músculo inervado. Os trabalhos mais recentes nesta área focalizaram não somente os efeitos da EENM sobre o músculo normal, mas também no controle de uma variedade de desordens musculares, comumente encontradas em pacientes.

Ultra-som

Introdução

NATUREZA FÍSICA DA ONDA SÔNICA

         O som tem como característica principal ser uma onda mecânica, cuja direção de propagação é a igual à direção de sua vibração (natureza longitudinal) (figura 1).

         Esse tipo de onda requer um meio elástico para propagação (substância de contato e os tecidos do corpo nos quais se propaga a energia ultrassônica).

         As ondas elásticas longitudinais (sonoras) causam compressão e expansão do meio até a metade da distância do comprimento de onda, conduzindo então a variações de pressão no meio.

DEFINIÇÃO

         São definidas como ondas ultrassônicas as ondas cujas freqüências são acima de 20.000 Hz, ou seja oscilam mais de 20.000 em um segundo  (figura 2). As ondas sônicas são energia mecânica (caracterizadas por sucessões de compressões e rarefações de moléculas consecutivas numa dada direção e sentido, provocando um deslocamento de energia para frente deste campo de oscilação) e por isso não se propagam no vácuo. Dependem do meio para se propagar, em geral o Ultra-Som Terapêutico (UST) têm sua freqüência entre 0,7 a 3,0 MHz.

GERAÇÃO DO ULTRA-SOM TERAPÊUTICO (UST)

          Qualquer objeto que vibra é uma fonte possível para gerar o som (por exemplo, ao batermos com as mãos sobre uma mesa, produzimos som). As ondas sonoras podem ser geradas de várias formas, como por exemplo, mecanicamente por meio dos transdutores eletroacústicos (como os auto-falantes do seu carro).

         O ultra-som consiste em um gerador de alta freqüência, conectado a um cristal piezoelétrico (cabeçote de tratamento), que sob corrente elétrica é capaz de se deformar. A freqüência de ressonância do cristal está determinada em parte pela espessura do material piezoelétrico (em geral um compósito de zirconato-titanato de chumbo - PZT), que em conseqüência determina também a freqüência do ultra-som.

         O cabeçote do aparelho de US possui um material policristalino (figura 3), no qual ao se aplicar uma corrente alternada ocorrem distorções dimensionais periódicas dependentes da freqüência desta corrente. Estas distorções geram as ondas sonoras.  

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